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No dia Mundial do Câncer, debate no INCA mostra o que todos podem fazer para controlar a doença

Publicado em 05/02/2016

04/02/2016 - O crescimento do consumo de alimentos processados e ultrapocessados no País nos últimos 20 anos chegando a um terço de toda alimentação dos brasileiros já na primeira década dos anos 2000; a morte, em todo o mundo, de 3 milhões de pessoas por ano vítimas da inatividade física e as cada vez mais fortes evidências científicas associando a epidemia de obesidade a vários tipos de câncer.


Essas foram apenas algumas das informações divididas com o público que assistiu e participou com perguntas do debate “Eu posso, você pode, nós podemos: atitudes saudáveis para o controle do câncer", ocorrido nesta quarta-feira, em celebração à campanha do Dia Mundial do Câncer promovida pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), que reúne mais de 800 organizações em 155 países. No Brasil, o INCA é o responsável pela campanha que este ano traz o tema “Nós podemos. Eu posso". O objetivo é estimular estilos de vida saudáveis.

Segundo as Estimativas 2016-2017, os três tipos de câncer responsáveis pela maior parte dos novos casos da doença em 2016 (excluindo o de pele não melanoma) são fortemente relacionados ao excesso de peso e à obesidade: próstata, mama e cólon e reto (conhecido como câncer de intestino).

O INCA estima que haverá em 2016 no Brasil 61.200 novos casos de câncer de próstata, que é o tipo mais comum entre os homens, e 57.960 novos casos de câncer de mama, o mais incidente entre as mulheres. Colón e reto será o terceiro mais incidente com 34.280 novos casos (16.660 em homens e 17.620 em mulheres).

Além desses três tipos principais, há evidências fortes da relação entre o excesso de peso/obesidade com os cânceres de esôfago, pâncreas, endométrio (corpo do útero), ovário, rim e vesícula biliar.

Imagem INCA

Por isso, na abertura do evento, o diretor-geral do INCA Luis Fernando Bouzas lembrou da importância na prevenção por meio dos hábitos saudáveis: “Nós estamos engajados na campanha da UICC. É uma iniciativa mundial e não poderíamos nos furtar desse esforço mundial. A meta é que através da comunicação adequada, de campanhas, possamos reduzir, nos próximos anos, de maneira significativa, o impacto dessa enfermidade". Bouzas informou ainda que o Instituto recebeu da International Agency for Research on Cancer um documento oficial dando o INCA como exemplo de ações de conscientização no controle da obesidade.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, assinou o texto preliminar das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero que ficará em consulta pública por 30 dias, a partir da publicação do documento no Diário Oficial da União. “Espero que esse evento marque o início do fortalecimento de uma política da prática de hábitos saudáveis e de uma alimentação saudável", disse ele.


DEBATE

Tecnologista do INCA, o médico Ronaldo Correa, informou que nos últimos anos a prevalência de obesidade vem aumentando, o que tem impacto em determinados tipos de câncer. Segundo o INCA, aproximadamente 15 mil dos 596 mil novos casos de câncer estimados para 2016 estarão associados ao sobrepeso e à obesidade. "Esse cenário diz pros responsáveis pela saúde pública que alguma intervenção deve ser feita", afirmou Ronaldo.

A nutricionista oncológica do INCA, Maria Eduarda Melo, alertou para o fato de o brasileiro estar abandonando gradualmente os alimentos in natura e os substituindo pelos processados, ultraprocessados e hiperpalatáveis, que são prontos para comer e hipercalóricos mesmo em pequenas quantidades. “O aumento da venda desses produtos cresce 2% ao ano", disse ela, o que representa hoje cerca de 30% do consumo de alimentos dos brasileiros. Há evidências claras, garantiu, do impacto desses alimentos na obesidade infantil e na vida adulta.

O médico Carlos José Coelho de Andrade, substituto do diretor do Hospital do Câncer I do INCA, diz que o combate ao excesso de peso também é importante para o tratamento do câncer, não apenas para a prevenção. “Se a pessoa se comportar com o mesmo estilo de vida [má alimentação, sem exercícios físicos] é como se ela jogasse fora os benefícios ganhos com a quimioterapia", explicou. “A OMS [Organização Mundial de Saúde] estima que mais de 3 milhões de pessoas morrem por ano no mundo por conta da inatividade física".

O especialista em medicina do exercício e do esporte, João Felipe Cabral de Franca, explicou que a atividade física, em termos oncológicos, atua na prevenção primária (antes da doença) e secundária (no tratamento). Em média, segundo a OMS, 30 minutos de exercício moderado cinco vezes por semana seriam suficientes para se garantir ganhos à saúde. Mas o ideal é que cada pessoa tenha um prescrição médica para os exercícios, “na dose certa".
O ultramarotonista Marcio Villar pesava 96 kg no final de 2002. Foi quando decidiu mudar de vida e passou a correr, além de “fechar a boca". Treze anos depois acumula recordes e dá palestras em todo o Brasil sobre como sair do sedentarismo. Questionado acerca de dicas para quem quer mudar para uma vida mais ativa disse que “o importante é fazer aquilo que você ama". Do contrário, as pessoas encontram desculpas para não fazer exercícios. Ele já fez 509 km na Amazônia, 705 km em montanha. E também corre em favor das pessoas com câncer (doações de alimentos por cada quilômetro percorrido) do Inca há sete anos e vê nisso mais uma motivação. Há outra: “Se eu não gostar de mim, ninguém vai gostar?".

Ronaldo Correa lembrou que, apesar da relevância do tema da campanha, só partir da premissa que a mudança individual vai resolver o problema é um erro. “Não vai. São necessárias políticas públicas que melhorem o meio ambiente e o acesso a determinados tipos de alimento".

O debate foi moderado pela jornalista do jornal Extra, Flavia Junqueira.

Também participaram do evento o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo da Silva Vaz; o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Mourille Rocha; a presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Flávia Lucia Conceição; o presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica, Nivaldo Barroso de Pinho; e a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, Teresa Cristina Cardoso Fonseca.

O debate, transmitido pela Rede Rute e pela página de Facebook do jornal Extra, foi realizado no edifício-sede do Instituto, na Praça Cruz Vermelha, Centro do Rio de Janeiro.

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Fonte: www2.inca.gov.br

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